Um sintoma. Uma bula. Um remédio…

Eu não tava muito bem hoje. Pensei que pudesse ser alguma coisa. Talvez um pouco doente. Tinha uma bula lá na minha gaveta, mas deixei lá, como um sentimento que a gente guarda num canto bem escondido pra não lembrar que aquilo existe, até chegar a hora certa de lembrar  que está lá de alguma forma.

Daí uma das amigas liga no final do dia pra saber porque eu estava em um determinado lugar quando eu estava simplesmente voltando pra casa…o melhor é que ela não acreditava e insistia…então me dei conta que não sou a única que ando por aí vendo meus amigos e amigas por todos os cantos da cidade. Lembro de uma vez numa pizzaria em que abracei uma menina e perguntei como ela estava, crente que era uma amiga minha que eu não via a tempos!! Levei uns cinco minutos pra perceber que não era ela. Sim, CINCO minutos! [risos] Dá pra acreditar?

Isso é um sintoma, de que a vida anda corrida demais para que possamos dar atenção aquilo que realmente importa. A vida passa rápido demais e se não nos dermos conta e tomarmos cuidados, a gente perde muita coisa pelo caminho porque não soubemos aproveitá-las…Falta tempo pra ver os amigos como gostaríamos, tempo pra dar muitas risadas e muitos abraços. Se é pra ter rugas, que seja de tanto rir com os amigos e com a família. Ficar velho sem ter vivido é o pior dos castigos.

Sabe aquela bula lá na minha gaveta? Hoje eu peguei para ler e tinha minha letra, era um papel meio velho, meio amassado, meio amarelo que dizia: “veja mais os amigos, ria mais, ame mais, abrace mais, seja feliz.” Não lembro quando escrevi…mas acho que eu já pressentia que quando esse sintoma chegasse, embora ele não tenha uma cura definitiva e permanente, eu só iria precisar de uma bula e um remédio.

E qual é sintoma? Bem, acho que a essa altura você já deve ter descoberto…se chama SAUDADE.

Anúncios